olhos pousam na espera do inesperado desenfreado, do inebriante desacorrentado.
o sono pesado, que desacorda os acordes de pesadelos de pelos eriçados, expulso de trás da cortina verde, na meia luz do quarto.
quero ver-te mais uma vez e verter versos em nosso benefício, que nos libertam de passados sacrifícios.
lembro ainda de salgadas lambidas nos olhos avistados longes do mar... eles refletiam ondas de marejar... mas eram apenas os meus, que refletidos nos teus, me davam essa impressão... apenas pela expressão.
dispersos os teus, atentos os meus, diversos olhares em nossa direção...
um pantomímico que oferecia flores de plástico, não lhe causou a mesma minha comoção.
me acomodo então, na espera da chegada eriçada... de peito aberto e desempoeirando as palavras de amor, guardadas nas janelas do tempo... esperando o merecido benefício...
hoje o amor me vaza por todos os orifícios...
Tatuagem
4 horas atrás









