sexta-feira, 6 de maio de 2011

ARRANHO SURREAL MADRUGADA E TAL




escamam interrogações que conspiram sombras e sumos em meio ao espasmo do grito do olhar. lágrima presa entre cílios. reinam ruídos de acordes de um nunca dentes na nuca que me prenderam pelo instintivo faro. falo. há um fio vermelho dolorido além do espanto que tento esperançar nu no futuro ou quem sabe em segredo lançar a falácia fumegante ao profundo finito do mar. o que buscava perdeu-se no desvio e me deixou em vão. esfarelam-se estrelas no céu da minha boca aberta. pois seca. tua palavra trovão choveu no útero e dos olhos ventaram absurdos abstratos por atos que nunca por nós escolhi. encolhida ainda deixei que bailasse um beijo em minha boca ofertada em flor. lábios ainda buscam amor carnívoro da língua fálica que não acolhi.

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