
meu olho partiu horizonte em voo, lambendo as nuvens baixas em véu, assim como quem procura a cura que sara a cuca, cuspindo o juízo que rompe a carne e ela desculpa, meu olho aterrisou sem culpa na flor de um escarcéu. meu olho boiou no céu, no gozo sereno do gosto de féu, meu olho saudade... pousou descalço no laço de um abraço, contou vantagem, cantou saudade, pediu vontade. meu olho voltou em correntezas e sob tempestades e agora é o peito que dentro arde. línguas e labaredas. todo corpo paga o alarde.
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