
de tão oca, louca.
e transitava tristonha e traslúcida no tic tac nervoso do tempo.
nas artérias trafegavam sustos, insultos e incertos surtos.
espiguetas floríferas brotam insanas nos ouvidos:
- calem-se!
pois o passado é morto e absurdo.
sim, eu matei o sagrado em legítima defesa do meu medo. mas com fé. ré confessa.
para traumas e abandonos há de se tecer casulos plangentes...
um dia quem sabe, tornarão-se doces as lonjuras
e entornarão no dorso o mel do fel.
que seja o antagonismo do hoje, essa dor de exílio encapsulada, que desce dura pela garganta arranhada, a misericórdia de minhas misérias e o acalanto do urro da besta fera.
sou a própria verborragia mítica, mística de quem não tem o que explicar.
porém, no suplício suplico: conjuga-me presente e sem pré julgamentos os meus fragmentos soltos ao léu, pois meus cacos espelhados espalhados, refletem olhos que miram miríades de outros calmos céus.
Muito bom
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